Mediunidade e Ciência.

 Mediunidade e Ciência.

Capítulo  VIII

 

 A Mediunidade seria um atributo biológico 

e não um conceito religioso? 

                                    

        Mesmo não tendo a merecida divulgação, as pesquisas na área da espiritualidade têm tradição no Hospital das Clínicas em São Paulo onde, há décadas, estudos sérios são realizados, buscando entender a relação espiritual com diversas doenças físicas e mentais. 

  • Estaria, a humanidade, próxima da comprovação científica da integração entre o CORPO e o que se chama de ALMA?
  • Haveria um órgão responsável pela interação entre o HOMEM e o mundo espiritual? 
  • Seria, a Mediunidade, um atributo biológico como postulou Allan Kardec?

    Sobre o tema, Paula Calloni de Souza (Biblioteca Digital - Portal do Espírito, acessado em 12/12/06), apresenta um trabalho onde o entrevistado é um especialista em espiritualidade:  Psiquiatra e Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira - Diretor Clínico do Instituto Pineal Mind de Saúde - São Paulo-Sp. Também Diretor-Presidente da AMESP - Associação Médico-Espírita de São Paulo: Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP. Vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas sobre o papel da Glândula Pineal em fenômenos espirituais como a Mediunidade:

  • Pergunta - A Mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe  controvérsia no meio científico a esse respeito?
  • Resposta - A Mediunidade é um atributo biológico. Acredito que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade,  ativa-se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual do qual o Espírito procede. Um hindu, um católico, um judeu um protestante..., que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade ou intermediar. Então isso não pode ser considerada uma bandeira religiosa, mas uma função natural e existe em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, o qual é convertido pela pineal em estímulos eletro neuroquímico. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade porque a ciência não nega a vida após a morte; não nega a mediunidade e não nega a existência do espírito. Também não há prova final de que tudo isto existe.  Não existe oposição entre o espiritual e o científico.  A American Medical Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas de São Paulo-SP, sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas lá existe um grupo de psiquiatras defendendo teses sobre isso.  
  • Pergunta - Como são feitas as experiências em laboratório? 
  • Resposta Existem dois tipos: um, é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; outro, é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.
  • Pergunta - As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?
  • Resposta - Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames, não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima.  É feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo – descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial.
  • Pergunta Como o senhor diferencia doença mental de Mediunidade?
  • Resposta- Na doença mental, o paciente não tem critica da razão; no transe mediúnico, tem essa crítica. Quando o médium diz que incorporou tal entidade espiritual, mas que ele, médium, continua sendo determinada pessoa, ele usou a crítica, julgou racionalmente o que aconteceu. Agora, o indivíduo que diz ser Napoleão Bonaparte perdeu a crítica da razão. Essa é a diferença. O que não quer dizer que o indivíduo que esteja em psicose não possa estar em transe também. A mediunidade, ao se instalar no indivíduo, pode dar dimensão muito maior a uma doença. Sempre vai dar efeito superlativo. Se a pessoa alimenta bons sentimentos cresce. Se ela tem uma doença, aquela doença pode ficar fora de controle.
  • Pergunta- O que é a glândula pineal, Onde está localizada e qual a sua função no organismo?
  • Resposta- A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers (os elementos externos que regem as noções de tempo).  Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa. Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço/tempo é a quarta dimensão.
  • Pergunta - Então, a glândula que dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz sentido perguntar: Será que, a partir da quarta dimensão, já existe vida espiritual?
  • Resposta - Nós vivemos em três dimensões¹ e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a Alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão e isso é um fato.
  • Pergunta - Outros animais possuem a epífise?  Ela está relacionada à consciência?
  • Resposta - Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores, iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente...
  • Pergunta - Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?
  • Resposta - Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador. Você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à Mediunidade, capta o espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A Mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção.  Então, a ela não basta à existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. 
  • Pergunta - A mediunidade é uma função de senso (captar) percepção  (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana?
  • Resposta  - Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm  que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988. A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O Dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido visões e sentiram presenças espirituais
  • Pergunta - O Dr.Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas. O que o senhor teria a dizer sobre isso?
  • Resposta - Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro pelo campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.
  • Pergunta - É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade, e essa calcificação prejudica a Mediunidade? 
  • Resposta - Não, a pineal não se calcifica. Ela forma cristais de apatita e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade, enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos pelas pesquisas que, quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de sequestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e é repelido e rebatido pelos outros cristais e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais. 
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EVIDÊNCIAS DA "NOVA ERA"

Inúmeros são os cientistas pesquisadores 

empenhados em decifrar a questão da 

Mediunidade.

 

 

      Pesquisa sobre psicografia pode ajudar a desvendar a mediunidade - Thiago Burigato - (www.jornalopcao.com.br/

  • Nós não podemos negar um fenômeno que existe, que está a olhos vistos, que qualquer cientista honesto tem de reconhecer: nós somos seres espirituais. Poucas vezes a fronteira entre a fé e a ciência costuma ser testada por pesquisadores. Muitas vezes, o preconceito e o temor de críticas por parte de seus pares, impedem cientistas de ir fundo em questões que poderiam levar o conhecimento humano a compreensões que a razão pura e o senso comum, não conseguiriam vislumbrar. No entanto, vez ou outra, um grupo de estudiosos resolve romper as amarras pré-estabelecidas e pesquisar o que poucos consideraram antes e chegar a conclusões surpreendentes, que prometem romper paradigmas e abrir portas para novas possibilidades. 

 

  • Há quatro anos, Leonardo Caixeta e professores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de Juiz de Fora — Julio Peres, Alexander Moreira-Almeida e Frederico Leão — decidiram estudar os limites entre as experiências materiais e as experiências extracorpóreas usando metodologias científicas. Para este fim, o grupo entrou em contato com Andrew Newberg, renomado neurocientista estadunidense que já participou de estudos referentes a possessões demoníacas e realizou estudos sobre o processo de transe de monges budistas. Em seu laboratório, no Hospital da Univer­sidade da Pensilvânia, na Fila­délfia, os cientistas puderam analisar os cérebros de dez médiuns brasileiros durante o processo de psicografia.
 
  • Os objetos de estudo não tiveram seus nomes revelados. Eles eram todos registrados na Federação Espírita Brasileira (FEB), que apoiou os cientistas no trabalho que estavam desenvolvendo. Os médiuns, seis mulheres e quatro homens, se voluntariaram para participarem da pesquisa, mas só foram selecionados após um longo processo de triagem. Estavam entre os pré-requisitos em que deveriam se encaixar: não sofrerem problemas de saúde, serem destros, não portarem nenhum transtorno mental (como esquizofrenia, depressão, autismo ou bipolaridade, por exemplo) e não fazerem uso de nenhum medicamento psiquiátrico. Era essencial para os cientistas, que metade dos médiuns tivesse várias décadas de experiência com psicografia, enquanto a outra metade tivesse apenas alguns anos de prática de contato com o mundo espiritual.
 
  • O procedimento a que foram submetidos é conhecido como Spect, ou Single Photon Emission Computed Tomogra­phy, na sigla em inglês (ou em português “Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único” ). Ele consiste na aplicação de substâncias radioativas na corrente sanguínea, que permitiriam o mapeamento da atividade cerebral dos mé­diuns por meio do fluxo sanguíneo.
 
  • A hipótese dos cientistas, ou seja, o resultado que eles esperavam encontrar com o estudo, era o que qualquer cético poderia intuir sobre o processo psicográfico: que as áreas do cérebro ligadas à criatividade e ao planejamento — as que são comumente usadas durante o processo de desenvolvimento e escrita de um texto — seriam as mais trabalhadas. Essas re­giões, então, receberiam maior fluxo sanguíneo, o que seria evidenciado pelo exame.
 
  • A maior atividade percebida no cérebro dos cinco médiuns menos experientes durante a psicografia, quando comparados àqueles que já possuíam vários anos de prática, pode sugerir que:  quanto mais experiência a pessoa tiver com a mediunidade, mais aberta ela se torna a receber manifestações espirituais e mais ela se entrega à atividade mediúnica, permitindo a uma suposta entidade atuar sobre ele de forma mais fluida. Quanto menor a experiência do médium, menos propenso ele seria para a recepção de influência espiritual e mais de sua personalidade estaria presente no processo psicografar.
 
  • O resultado obtido com o experimento deixou perplexos os cientistas envolvidos, mas não os médiuns submetidos aos testes. Familia­rizados com o que, a literatura espírita diz sobre o assunto, eles já supunham qual seria a conclusão do estudo". 
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