O Destino Em Nossas Mãos.

O Destino Em Nossas Mãos.

Capítulo X

 

É necessário considerar o Homem diferente do animal irracional.

 Reconhecer nele, um Ser capaz de aprender e 

mudar suas atitudes em todas as situações.

 

    Por possuirmos a capacidade de raciocinar e avaliar os nossos atos é que podemos em todos os tempos e épocas, mudar e ser amanhã, pessoas melhores que hoje.

    Sendo o Karma a própria formação do destino, entende-se que temos o destino nas mãos. Por isso, usar com sabedoria a capacidade de fazer escolhas no pensar, agir e tomar decisões (livre arbítrio) é determinante para modificar o rumo da Vida. Exemplo: Se viemos pré-dispostos à miséria, o fato não impõe uma condição miserável por toda a vida. Basta acionar a força (energia) da vontade aliada à fé e a persistência; elas funcionarão como atração para que muitas oportunidades se apresentem e, assim, modificamos o nosso destino miserável ou Karma ruim.

   Se, por atraso moral e espiritual, em alguma época de nossa existência tiramos a vida de alguém, não estaremos desencadeando um Karma com interminável processo de crimes, o que distorce o significado da palavra Karma. Tomamos como exemplo a questão abordada no Seminário II da Renovação Carismática Católica Diocese - Palmas–Pr. 1ª Edição-ano 1995. Segue o texto na íntegra:

  • ALGUMAS ORIENTAÇÕES QUE PODEM SER ÚTEIS - SEITAS E DOUTRINAS NÃO CRISTÃS pg. 31. A lei do Karma.  Lei do Karma é: “cada ação do espírito encarnado é como uma causa que terá inevitavelmente o seu efeito”. É uma lei cega, automática e não inteligente exatamente como as leis físicas. O que se faz está feito e terá inevitavelmente as suas consequências, sem possibilidade de perdão, nem redenção, nem indulgência.
  • Segue o texto... A lei do Karma é a mesma coisa que reencarnação. Imaginemos um sujeito de revolver em punho que dá um tiro e mata um adversário seu. Alguém tem que matá-lo. Ora, o matador deste, também, na reencarnação seguinte ou nas seguintes, terá que morrer com um balaço certeiro... Isto é um "absurdo..."

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Nota do escritor – A Lei Kármica, como lei imutável, está atrelada ao livre direito de pensar e agir, às causas e efeitos, ao progresso espiritual do Homem, mas não é o mesmo que Reencarnação. Reencarnação é o ato de reencarnar - retornar ao corpo físico. Mesmo não reencarnando, a lei exerce influência sobre o Espírito.

 

 

"Absurdo" e tão surpreendente quanto a naturalidade das pessoas em 

emitir juízo sobre algo que pouco sabem é o seu desinteresse 

em melhor se informarem. (Loeffler).

 

    Ao avaliar a crença e fatos relacionados com a Lei de Causa e Efeito, há de ser levado em conta o grande número de doutrinas reencarnacionistas espalhadas pelo mundo, detentoras de milhões de adeptos, dentre as quais, inúmeros doutores, engenheiros, físicos, químicos, pedagogos, biólogos, cientistas, pesquisadores, professores, médicos, advogados, magistrados, famosos escritores, homens da imprensa falada e escrita, além de muitos intelectuais e dedicados estudiosos de todas as classes sociais, notáveis pelo saber e pela cultura, que creem na Lei Kármica. Mediante tal constatação, pergunta-se: Seriam elas, todas desprovidas de inteligência e bom senso, levando-as a crer e defender uma lei absurda?

    É preocupante o fato de, pessoas de uma religião, desprezar outras crenças sem previamente inteirar-se da base doutrinária que as sustentam. Infelizmente, numa atitude fechada por falta de saber e, ignorando as razões de ser das demais doutrinas, um número considerável de fanáticos desinformados é levado a praticar discriminações. Já vimos que a palavra Karma do sânscrito não tem como significado, na causa, (um assassinato) o efeito de uma eterna sequência de crimes.

  • "O Karma, somente se torna difícil, quando é um vício da Alma, um caminho que a Alma não quer deixar de seguir por estar demasiadamente apegada...  A Lei não é especificamente punitiva; é reparadora e leva a uma reeducação dos estigmas viciosos, extinguindo gradativamente as tendências hereditárias danosas ao Espírito.(Maria Ramagem)".

    Mediante o entendimento que leva algumas pessoas a crer na obrigatoriedade do assassino também morrer assassinado e assim, sucessivamente, se torna necessário antes de qualquer pré-julgamento, conhecer e certificar-se da base doutrinária que sustenta tal crença.

   Sobre assassinato é coerente pensar que o Homem sempre resgata a sua imprudência. O ato insano gera e, ao mesmo tempo, atrai energia contrária à normalidade da vida, vinculando os infratores a um processo retificador tanto tempo quanto for necessário. Sabe-se que todo e qualquer pensamento, palavra e ação, gera a sua própria frequência. O pensamento estimulado, manifesta determinado desejo criando um círculo vicioso. Porém, todo e qualquer vício não tem vida própria: consciência, vontade, raciocínio, determinação, desejo..., somente age por “atração e compulsão”.

  • A sustentação e duração do vício se manterão através das vibrações (comandos) emitidas pelos pensamentos. Em todas as circunstâncias, será sempre a força de atração ou repulsão que movimentará a carga correlata (semelhante).
  • A quantidade e qualidade de partículas energéticas geradas pelo ato ou, já existentes no meio, por afinidade se agregarão ao corpo espiritual do indivíduo influenciando a trajetória da vida.
  • Quanto aos crimes, o mesmo padrão vibratório, a mesma ligação energética existente no Universo, interliga e move os seres vivos e funciona como imã promovendo compatibilidades e estas poderão, sim, desencadear circunstâncias propícias para que, algumas sequências de crimes venham a ocorrer. As circunstâncias se apresentam da seguinte forma: 
  • Estando sob as influências da Causa e do Efeito e, em decorrência do tipo de energia gerada pelo ato e que, inevitavelmente passou a fazer parte do seu corpo espiritual, o infrator será atraído, naturalmente, a nascer ou passar a viver onde circulam vibrações semelhantes, havendo assim, maiores probabilidades de ser vítima de violência, acidente, crimes...

         Quem causou dor, lesou patrimônio público, o mau patrão, o homem que olha incessível a dor alheia; todo vício, toda maldade, toda rudeza e ganância movimentam forças específicas conduzindo, agrupando, mantendo pessoas em locais propícios às fatalidades (crimes, acidentes, catástrofes...). Porém, a justeza das Leis de Deus não leva a confeccionar homicidas ou infratores para que se tornem eternos instrumentos kármicos. 

  • Como o mecanismo é retificador, a Lei da Causa e Efeito apenas situa, aproxima adversários, devedores que se unem dentro das suas próprias afinidades, orquestradas pela atração energética, mesmo padrão vibratório e tendências espirituais. Por esses motivos, punem-se entre si ou integram grupos de resgates coletivos, ainda sob a mesma lei com que "os semelhantes curam os semelhantes".

   Enquanto não houver, para mim, explicação mais convincente relacionada ao mecanismo da Criação e da Justiça Divina, ora denominado pelo homem Lei Kármica, dou crédito ao que segue:

  • "O Karma, como lei imutável aliada à Causa e Efeito, rege todo o progresso da vida cósmica; é a própria pulsação harmônica do Criador manifestando-se tanto na composição dos astros, como no aglomerado dos elétrons constitucionais dos átomos.
  • Cada orbe, cada elétron, ajusta-se perfeitamente a este ritmo eterno e de aperfeiçoamento sideral, conjugando-se para harmonia do Cosmo. Há, pois, um entrosamento cósmico de ação e reação em todo o Universo; assim é que a Terra, movendo-se e consolidando-se sob a regência disciplinadora do seu Karma, só se aperfeiçoa em harmonia com o Karma da Constelação Solar a que pertence; mas esta, por sua vez, liga-se ao Karma de sua Galáxia, que também se submete ao Karma das demais Galáxias dependentes dos Karmas dos Hemisférios Cósmicos.
  • O Globo Terrestre está submetido ao metabolismo kármico de todo o sistema visível e invisível do Universo... 
  • Vejamos a mesma lei aplicada ao Homem: O Karma, para um sentido de compreensão geral é a própria Lei do Progresso Espiritual, pois, embora seja implacável na sua ação disciplinadora é a lei que atua sob a decorrência de nossa própria vontade. Tanto apressa como imobiliza temporariamente a nossa ventura espiritual mas, sempre o faz, de acordo com o nosso entendimento e grau de consciência desperta.
  • A sua finalidade precípua é a de promover o progresso e a retificação dos mundos e de suas humanidades, ajustando as causas boas ou más aos seus efeitos correspondentes. (Obra: Fisiologia da Alma,15ª edição, pp209/210)".

 

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