Nossa Casa, Nossa Vida!

Nossa Casa, Nossa Vida!

Capítulo XVI

 

Planeta Terra! 

Somos herdeiros de milhões de anos de evolução. 

Analisando o passado distante e o presente, o fenômeno Vida nos deslumbra.

 

    Não existe uma explicação precisa e universal do que seja Vida. O que existe é o conhecimento do que é necessário para a existência da Vida na Terra. Em pesquisa de estudo, fatos relevantes relacionados com a evolução da Vida em nosso Planeta, especialmente sobre os processos básicos da sobrevivência da Vida na Terra, a Fotossíntese e a Fixação Biológica do Nitrogênio despertou atenção. Toda vida orgânica depende da fotossíntese que ocorre no reino vegetal. O reino animal não existiria sem a fotossíntese que se processa no vegetal.

 

    Segundo Johanna Döbereiner, nascida na antiga Tchecoslováquia em 1924 e naturalizada brasileira em 1956, formada em Agronomia e como funcionária da Embrapa, destacou-se na área de pesquisas merecendo indicação para o Nobel da Química. Johanna fala que todos os seres vivos estão envolvidos numa magnífica aura eletromagnética. Esta é a primeira energia formada na fotossíntese, ou seja, a transformação da luz em energia química. Por meio da fotossíntese, plantas e micro-organismos transformam o dióxido de carbono da atmosfera em moléculas orgânicas, liberando oxigênio para a respiração e constituição dos seres vivos.

    Para melhor entender a importância da fotossíntese para a vida orgânica e a evolução da espécie, analisemos as informações coletadas em 12/12/2006 ( Biblioteca Digital - www.fernndo.tavres.com.br):

 

O SURGIMENTO DA FOTOSSÍNTESE

  • Existem quatro grandes processos de obtenção de energia: a Quimiossintese, a Fermentação, a Fotossíntese e a Respiração Aeróbica. As bactérias mais primitivas atualmente na Terra são quimiossintetizantes, ou seja, produzem energia a partir da quebra de outras moléculas inorgânicas que são absorvidas. Este processo gera pouca energia, mas provavelmente foi o primeiro a ser utilizado. São precisamente as bactérias quimiossintetizantes que sobrevivem nas ventas abissais dos oceanos.
  • Absorvendo principalmente os derivados de enxofre, que são emanados dessas fontes térmicas, estas bactérias produzem energia. Este local parece ser inóspito para o surgimento da vida por dois motivos: primeiro se considerarmos que a radiação ultravioleta teria rapidamente dissociado o RNA ou o DNA primitivo dessas primeiras bactérias, se estas estivessem mais próximas da superfície dos oceanos, este ambiente parece ter sido ideal pois a radiação letal não chega nas grandes profundidades do oceano.
  • A proximidade de uma venta térmica submarina, é um ambiente rico em substâncias químicas inorgânicas que poderiam muito bem ter atuado como catalisadores para as primeiras reações químicas no interior dos conservados.
  • Dessa forma, os primeiros organismos se desenvolveram protegidos, mas na superfície dos oceanos a radiação UV dissociava as águas produzindo oxigênio, que a grande altitude formou ozônio (O3) que pouco a pouco foi bloqueando a penetração da radiação UV. Algumas dessas bactérias abissais puderam, então, sobreviver em ambientes menos profundos, alimentando-se um dos outros (organismos heterótrofos) e da glicose que a radiação UV havia formado nos mares.
  • Como não havia oxigênio dissolvido nos oceanos, estas bactérias produziam energia por fermentação. O excesso de consumo levou a escassez de glicose e a fermentação havia produzido grandes quantidades de CO2 nos mares. Dessa forma, as bactérias mutantes que conseguiam sintetizar seu próprio alimento a partir da luz, do CO2 e utilizando pouco oxigênio sobreviveram: surgia assim a fotossíntese e a respiração.
  • Os organismos fotossintetizantes (autótrofos), aos poucos produziram grandes quantidades de oxigênio enriquecendo a atmosfera terrestre ao longo de 1,5 bilhões de anos, favorecendo o surgimento de bactérias que, apesar de não produzirem sua própria energia, eram heterótrofos, alimentando-se dos autótrofos e utilizavam o oxigênio para a respiração.

    Assim, ao nascerem, os seres vivos iniciam o ritual da respiração: Inspirar e expirar num ritmo contínuo. Com essas entradas e saídas de oxigênio, as cortinas do cenário dos primeiros passos da Vida na Terra abrem-se lentamente, revelando em cada etapa, em todas as épocas e espécies, que a beleza junto com a ordem, caracteriza a perfeição da Criação.

    No novo planeta, pouco a pouco, a organização dos elementos se fez presente e tudo foi tomando seu devido lugar. A força que mantinha afastados os fluidos e matéria cessou e com a pressão adequada à atmosfera, estabeleceu-se a ionosfera e a estratosfera. A Terra que, a princípio se mostrava arenosa, foi tomando forma. Grande parte das camadas entrou em decomposição e, ao longo dos milênios, com o assentamento e o resfriamento, a Natureza sabiamente montou as diferentes camadas de rochas.

    Da própria evaporação dos gases, formaram-se oceanos, mares, rios e lagos.  Como sabemos, foram necessários milhões de anos para que, seguindo a vontade do Criador, o nosso Planeta tomasse forma e dentro da ordem, organizasse o cenário da Vida na Terra e, as Mônadas cada vez mais completas em seu mecanismo, desenvolvessem os modelos de seres, a que se destinavam.

    Era o início do majestoso reino mineral e o berço da Vida surgia lentamente. Com o passar do tempo, não só a superfície do Planeta Terra, como o fundo das águas, apresentava um elemento gelatinoso  (Proteínas que formam com a água, géis mais ou menos consistentes, existentes nos ossos e tecidos fibrosos animais). Essa geleia molecular, essa energia Divina, num processo contínuo, modifica lentamente o seu magnetismo e dá início às configurações dos princípios inteligente, material e vital, em seus primeiros passos.

    Os elementos ainda sem uma forma definida, mas ativos, cobriam o solo do novo planeta e, em breve, o fenômeno da condensação da massa dava origem ao surgimento do núcleo das células. Os germes (Principio, origem ou a causa de qualquer coisa), já em forma de matéria (energia condensada), inertes como uma semente, aguardam o momento propício para a eclosão do citoplasma e protoplasma (conteúdo celular vivo, juntamente com o núcleo).

    O processo evolutivo, através de milênios e milênios, configura as primeiras manifestações da inteligência nos seres vivos. Primeiro com os micro-organismos nos  minerais, destes para os vegetais inferiores e superiores; para os animais nos corpos das esponjas, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis; destes para as aves e, por fim, os mamíferos.

    As descobertas científicas caminham a passos largos, mas ainda falta aos cientistas do mundo, humildade necessária para definitivamente incluir Deus na busca, andamento e conclusão de suas pesquisas, especialmente as relacionadas com a Origem do Universo e do Homem. Analisemos o evento do início da humanidade descrito na Bíblia: Expulso do Edem, o casal primitivo teve filhos: Caim e Abel... Estava assim, iniciada a raça humana na terra. Certo? Não, pois é a própria Bíblia que, em vários pontos, não confirma a afirmativa. Vejamos os versículos 14 e 15 (Gênese): ...

  • O primeiro que me encontrar (?), me matará e o Senhor pôs um sinal em Caim, para que não o matasse o primeiro que o encontrasse... Não há relatos de que Adão, Eva e Irmão cultivassem a ideia de matar Caim e não precisamos ir além dos limites do capítulo 4 do Livro Gênese da Bíblia Cristã, para constatar que Adão e Eva não iniciaram a raça humana, mas apenas a sua própria descendência, num mundo já povoado. ...
  • Caim se retirou da presença de Javé e foi morar na região de Nod, ao oriente de Édem. Depois Caim conheceu a sua mulher (?) que concebeu e deu a luz a Henoc. Pôs-se a construir uma cidade (?) que chamou de Henoc, nome do seu filho... Literalmente, o fato bíblico permite várias interpretações e aponta a utilização de códigos nas revelações, cabendo ao Homem, com maior desenvoltura nos quesitos intelecto-razão e espiritualidade, estudá-los, analisá-los e entendê-los. Segundo Allan Kardec (Livro Gênese da Doutrina Espírita): O Homem, cuja tradição se conservou sob o nome de Adão, é um dos que sobreviveram, em certa região, a alguns dos grandes cataclismos que revolveram em diversas épocas a superfície do globo e constituiu o tronco de uma das raças que atualmente o povoam...
  • Quanto a Fé, sabe-se que racional e verdadeira é aquela que não vacila e respeita a lógica em todos os momentos, circunstâncias e épocas da Humanidade.
  • Quanto a Religião, considerando que esta, no decorrer do tempo, perdeu a hegemonia de ser orientadora é premente, mediante o cenário de uma humanidade mais exigente e evoluída, desfazer velhos estigmas e reavaliar os ensinamentos. Estabelecer uma relação com a lógica, pois há mais coerência na idéia de uma Criação considerando uma evolução com sucessivas etapas naturais e gradativas, partindo do nada (Energia Cósmica – Átomo-Vida) para a matéria, do que aceitar como sendo, a origem da Humanidade, a costela do Adão. Mas, enquanto a Religião permanecer na cegueira dogmática, a Ciência atrelada ao materialismo e a Filosofia no equivocado ateísmo, considerável parcela de religiosos permanecerão no fanatismo, cientistas seguirão ignorando a existência da Força Superior que os induz às descobertas e filósofos, ingênuos alienados.

 

Dentre muitas análises, somos levados a compartilhar da crença de que, cerca de um bilhão de anos após a formação do nosso Planeta, a Vida estabilizou-se na Terra e seguiu o curso da evolução natural, lenta e progressiva, até culminar em uma espécie consciente e com inteligência suficiente para questionar a sua própria origem. 

Seria a época dos primeiros passos em direção a evolução humana.

 

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