Prólogo

Prólogo

 

É inocência supor que somos autores do que escrevemos. 

Quando pensamos estar sozinhos com nossos 

pensamentos, ignoramos a presença de 

Deus na inspiração.

 

       No princípio era o VERBO, de graça. As palavras, os ensinamentos, as informações, a religião, como direitos natos em benefício do progresso do Homem. 

        Ninguém deve chamar exclusivamente para si, os créditos de trabalhos nos quais também concorreram outras pessoas. Quero lembrar que nada do que escrevo me pertence. Não ouso afirmar ser de minha autoria nem a organização das informações coletadas. Revisores, familiares e amigos, com suas ideias, fizeram a diferença. Essa história de direitos autorais, Leis dos Homens, para mim é a maior demonstração do grau de egoísmo e orgulho em que a Humanidade ainda se encontra, levando-a a ignorar as leis naturais que dão suporte à Vida e regem a sua própria evolução, as quais se sobrepõem às leis do Homem. Raciocine: Se o conhecimento capacita uma pessoa a produzir uma obra, esta capacitação é, tão-somente, o resultado de um processo cumulativo de informações adquiridas de alguém, em alguma época, em algum lugar, de alguma forma.

        O desenvolvimento e a ampliação da cadeia de informações iniciam-se no princípio da vida de cada indivíduo, ficando claro que, em momento algum somos autores. Sempre seremos coautores, especialmente do que escrevemos. Exemplificarei: O escritor antes de iniciar a obra, serve-se de obras alheias do próprio mundo e informações diversas: consultou livros, revistas, jornais... Para elaborar o trabalho, usa um idioma que não é sua criação; utiliza regras, palavras, frases e orações que são produtos de dedicados estudiosos ou compêndios alheios.

        As próprias ideias que lhes surgem, não são criações suas; resultam de conversas, leituras, histórias, filmes, estatísticas, pesquisas, trabalhos em grupo, estudo acadêmico e inúmeras outras fontes ou da intuição - intuição é o ato de perceber,  discernir ou pressentir algo que já existe, independentemente de raciocínio ou de análise. Assim, o escritor passa a descrever, sem  perceber, o que já existe aqui, acolá; mesmo quando medita em algo supostamente novo, são retalhos de informações já existentes.  Nem mesmo o estilo é exclusivo. Parte de um modelo já plasmado no Universo; o escritor empenha esforços para tornar o seu, um estilo único, porém, não tarda em descobrir inúmeros semelhantes pois, “nada se cria, tudo se recria ou copia”. Absolutamente tudo quanto imaginamos e conservamos na nossa tela mental já existe em algum lugar, de alguma forma e exige a essência da Mente Divina, o CRIADOR, o verdadeiro e único AUTOR, "DEUS".

        Por falar em direitos autorais, vou tocar num assunto que no mínimo, intriga. Se realmente a Bíblia é de origem divina, a quem está sendo atribuídos os direitos autorais e usufrutos desta obra e o que dela deriva?  A quem, por direito, se destinaria parte dos lucros dos livros com maior vendagem no mundo, a Bíblia Sagrada? Quais as normas dos direitos autorais neste caso? Sendo Deus e seu representante Jesus os autores das palavras que sustentam e dão crédito às Escrituras Sagradas e, reconhecendo seus direitos autorais, por ventura, parte dos valores decorrentes, destinar-se-iam a alavancar e reforçar a evolução material, moral, intelectual e espiritual dos mais necessitados e oprimidos filhos de Deus? Em Timóteo 3.16, há referências sobre a questão: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, capacitado para qualquer obra”.

        O que pensam os proprietários das Editoras da Bíblia, os dirigentes das instituições religiosas que, ao longo dos séculos vêm se beneficiando, cada vez mais, com o comércio das obras de Deus (livros, revistas, jornais, fitas, vídeos, filmes...)? Certamente os legistas do mundo, lembrariam-nos tratar-se de obras clássicas famosas, já consideradas de domínio público, segundo o Direito Internacional. Concordo em parte com tal premissa o que permite uma pergunta: Alguém se habilitaria a responder se caberia uma ação coletiva movida pelos herdeiros, os filhos de Deus, (a Humanidade), reivindicando direitos autorais? Mera utopia? Sem dúvida, mas os lucros não são sonhos nem fantasias e sim, reais.

        As coisas não surgem do nada. O nada não existe! Por trás de todas as coisas, ideias e ações, existem compilados os conhecimentos, os interesses escusos ou não, as experiências, as técnicas adquiridas paulatinamente em algum tempo, de alguma forma, em algum lugar, armazenadas na memória do espírito ou do indivíduo, que, no menor esforço de chamamento, despontam como ideias ou intuições. Volto a reafirmar que sou somente autora da vontade, da dedicação, do empenho em buscar informações, coadunar ideias e opiniões que formaram uma parceria e, positivamente, fortaleceram a decisão de montar este trabalho.

 

"O conhecimento é responsável pela transformação do homem e

 reforma do mundo. Um homem sem conhecimento não pode assumir responsabilidades um homem, com conhecimento, 

não pode fugir da responsabilidade”

(Desconheço a autoria).

 

        Quanto ao conhecimento é ele construído através do trabalho de busca e interação com o meio e o que se quer saber ou fazer.  É uma soma progressiva na medida que nos interessa saber mais a respeito de algo. Ele é, sem sombra de dúvida, fruto de processo cumulativo de informações produzidas pela Humanidade, que soma gerações e gerações, passando de pais para filhos, de amigos para amigos, de mestres para alunos, sucessivamente. É esta corrente indestrutível que lhe garante o imortal título "Patrimônio da Humanidade"; portanto, sem proprietários, sem patentes, sem milagres ou novas fórmulas, leis ou elevadas taxações monetárias.

        Atualmente, o que mais se vê é uma corrida desenfreada e sem rumo na disputa pela posse e comercialização da mola mestra da educação, que é o conhecimento. Este, fortalece a saúde e o progresso da Humanidade.  Mas, há de chegar um tempo, no qual, as ideologias em que se apoiam os insensatos gananciosos, manipuladores de competições sem limites desmoronarão. Abrir-se-á, então, espaço para a instalação de uma visão mais humana, ampla e ética, oriunda das mentes ligadas ao verdadeiro compromisso com a evolução coletiva da Humanidade. Assim, não mais se comercializará gananciosamente "conhecimentos". Estes, hão de ser compartilhados sem taxações monetárias que discriminam e desrespeitam os direitos natos de todos, que levam ao progresso moral, intelectual e espiritual dos filhos de Deus. (É de responsabilidade dos Governos, utilizar valores oriundos dos tributos arrecadados, para instruir e educar seu povo).

        Louvável é a iniciativa de alguns professores sábios e cientes do verdadeiro motivo da presença do homem na Terra. Estes, já despertaram para a realidade dos Novos Tempos e, com amorosamente, lançaram mão da nova tecnologia disponibilizada por Deus (internet) para, com responsabilidade e dedicação, repassar gratuitamente matérias, conteúdos para a formação básica escolar. O conhecimentos  fortalece os pilares da cultura e do progresso do futuro cidadão. Dessa forma, na medida em que os conhecimentos se estenderem com amplitude e acessibilidade, cumprir-se-á, ao pé da letra, a sábia frase “A quem muito foi dado, muito lhe será pedido” (Lucas XII 47:48) Ou seja: Os mais favorecidos, especialmente os que, pelas oportunidades que Deus lhes proporcionou, já adentraram aos arquivos da sabedoria e do progresso, conscientemente sentirão o desejo, o dever, a responsabilidade e a necessidade de repartir suas conquistas com os ainda pobres, doentes ou ignorantes deixando assim, o seu legado.

        Se buscarmos um raciocínio de que a vida é eterna (não estou me referindo à vida terrena), conduziremos os nossos trabalhos e conhecimentos muito mais em favor do bem-estar coletivo, do que em benefício próprio. Assim, quiçá, finalmente os povos sentirão a alegria de viver com educação, respeito, religião, segurança, saúde e paz na Terra. Portanto é necessário considerar que, buscar e repassar conhecimentos, vai muito além do simples dever individual de aperfeiçoamento. De certa forma é um comprometimento com os polêmicos direitos e deveres coletivos, os quais dão para todos, o sagrado “direito” de saber, mas a contrapartida é o não menos sagrado “dever” de compartilhar, de alguma forma, os conhecimentos que impulsionaram o próprio progresso.    

 

 

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